3 de setembro de 2020

COCO CHANEL - Gabrielle Bonheur Chanel [§019]

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 Gabrielle Bonheur Chanel
(Coco Chanel)


Gabrielle Bonheur Chanel (19 de agosto de 1883 - 10 de janeiro de 1971) foi uma estilista francesa e inovadora no campo da moda; foi uma mulher à frente do seu tempo. Fundou marca e criou o grande império Chanel revolucionando os conceitos, os estilos, a moda, a perfumaria e se tornado um ícone mundial da moda.






Gabrielle cresceu na pobreza, e em 1893, após a morte de sua mãe, pela tuberculose, ela foi levada pelo pai, juntamente com os irmãos, para um orfanato da Abadia de Aubazine, na cidade francesa de Auvergne. O pai abandonou os filhos no orfanato e nunca mais apareceu. 

Diferentes relatos mencionam que Gabrielle dizia ter sido criada pelas tias ou pelos avós, e que era a filha favorita do seu pai.
Mas, a verdade é que ela cresceu abandonada pelo pai no orfanato da Abadia de Aubazine, sendo criada pelas freiras, cujo orfanato dependia das caridades e das doações das pessoas para que as crianças pudessem ser mantidas nele. 
As inconsistências das informações dos verdadeiros fatos e acontecimentos sobre a vida de Gabrielle, fase da infância e da juventude, se devem a ela mesma. Ela mentia muito, mentiu para muitos sobre boa parte da sua história de vida; talvez por vergonha de seu passado ou para que sua história de vida fosse mais agradável, fascinante e inspiradora. 

No orfanato da Abadia de Aubazineao completar 18 anos, somente as meninas com vocação à vida religiosa e determinação para renunciar ao mundo permaneciam com o intuito de se tornarem freiras.

Sem vocação para a vida religiosa, Gabrielle deixou a abadia e foi trabalhar no Le Grand Caféna cidade de Moulins, região de Allier, no centro da França.
Durante o dia em uma loja, boutique, exercendo o ofício da costura que aprendeu no orfanato. Durante a noite em no famoso café, onde se apresentava como corista durante os intervalos das apresentações dos shows, pois não tinha uma apresentação própria.

Gabrielle cantava apenas duas músicas pelo salão do café entre as mesas dos clientes, maioria militares, sendo a canção "Qui qu'a vu Coco" (Quem viu Coco), a sua preferida. Foi assim recebeu o seu apelido "Coco".


 Coco Chanel
e Étienne Balsan


Foi no Le Grand Café que Coco Chanel conheceu Étienne Balsan (1878 - 1953), um francês criador de cavalos de corrida e herdeiro com sólidas rendas do setor têxtil cuja família fornecia uniformes para os militares.

Étienne Balsan se interessou por Coco Chanel e a convidou para morar em sua residência. Ela aceitou o convite. Mas, não era a única, ele já possuía outra amante, uma famosa prostituta que se tornou uma atriz.

Coco Chanel era uma das amantes de Étienne Balsan, sem estar apaixonada e sem saber qual o seu verdadeiro papel na vida dele, estava infeliz por ser mais uma das amantes e não a amante, achando seu papel insignificante. 

Mesmo assim viveu com Étienne Balsan na luxuosa residência por 6 anos, para não ter que voltar para a antiga vida, pois o patrocínio, as festas e as cerimônias que ele oferecia e proporcionava em sua residência para os amigos ricos e a sociedade enchia sua vida e lhe agradava.


Coco  Chanel
e Boy Capel


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Arthur Edward Capel - Boy Capel
Em 1909, em uma dessas festas na residência de Étienne Balsan, ele a apresentou ao seu amigo Arthur Edward Capel (1881 - 1919), um playboy milionário industrial inglês muito bem visto pela sociedade francesa, conhecido entre os amigos por Boy Capel

Coco Chanel já criava, recriava e customizava chapéus; e, ao contrário de Étienne Balsan que durante os 6 anos que estiveram juntos, nunca a incentivou, Boy Capel lhe deu apoio e estimulo, pois viu em Coco Chanel uma futura mulher de negócios. Então em 1910, Étienne Balsan influenciado por Boy Capel, concordou em dividir os custos de uma boutique para que Coco Chanel pudesse vender seus chapéus. Assim, Coco Chanel consegue sua primeira boutique, a Chanel Modes, na Rua Cambon, no centro da elegante Paris. 
Boy Capel, se encantou por Coco Chanel, e nesse mesmo ano começaram um romance e passaram a morar juntos.






Rapidamente seus chapéus ficaram famosos, desejados e queridos pelas francesas, e principalmente, pelas grandes atrizes francesas da época. Inclusive a atriz francesa Gabrielle Dorziat (1880 - 1970) usou uma das suas criações em cena. 

Ainda sobre a proteção e o incentivo de Boy Capel, os negócios de Coco Chanel começam a cresceu e, além dos chapéus, ela começa a criar e vender roupas. 

Em 1913, ela inaugura sua segunda boutique no litoral de Deauville, Normandia, França, e mesmo na eminencia da Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), os negócios continuavam a crescer graças às famílias ricas que começaram a se refugiaram nos litorais. Coco Chanel lançou uma coleção de chapéus e uma coleção de roupas casuais e esportivas que mudou o rumo da história da moda.

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Coco Chanel - 1914.
Em 1915, novamente incentivada por Boy Capel, ela abre outra boutique no elegante litoral de Biarritz, França.

As roupas criadas por Coco Chanel se revelaram com traços marcantes dando importância a simplicidade e ao conforto. 
Assim, em suas coleções foram surgindo vestidos chemises soltos, amplos cardigãs, peças em jérsei, tecido que até então só era utilizado na confecção de roupas íntimas, twinsets as blusas marinières, com listras horizontais, inspirada nas blusas dos marinheiros da época, e que até hoje é um dos ícones da grife.

Os famosos taiers e blazers surgiram graças, novamente a influência de Boy Capel, e ao gosto de Coco Chanel pelas roupas masculinas. 
Um dia ela vestiu um blazer de Boy Capel, Coco e apesar de confortável, havia uma considerável diferença de tamanho, de forma que Boy Capel sugeriu uma redução de tamanho e a levou ao alfaiate onde o blazer foi totalmente reformado ganhando um belo caimento feminino, como o de um vestido sobre medida. A partir daí, muito observadora, ela reproduziu cada detalhe ensinado pelo alfaiate e passou e executar em suas criações, deixando o título de costureira e modista para se transformar e ganhar o título de estilista.

O casal já estavam juntos durante 8 anos. Coco Chanel evitava o título de "seu amante" para Boy Capel. Afinal, ele era seu protetor, incentivador, seu melhor amigo, gostava dela e ela o amava. Mas, essa estrutura de casal sólido e feliz vem abaixo quando em 1918, Boy Capel, lhe dá a noticia que iria se casar com Diana Wyndham (1893 - 1983), filha de um barão de família muito rica da alta sociedade. 
Boy Capel era um homem ambicioso, mesmo gostando de Coco Chanel, desejava posição social e percebeu que Coco Chanel, mesmo em ascensão, fazendo fama e fortuna, não era uma mulher da sociedade, não era para casar. 

Muito magoada, dolorida e perdida em frente ao acontecimento, se dedicou mais aos negócios e mesmo depois do casamento de Boy Capel, voltaram a serem amantes. 

Porém uma dor maior viria em 22 de dezembro de 1919, quando Boy Capel morre prematuramente em um trágico acidente de carro em uma das viagens de Paris a Cannes. 

Coco Chanel, anos após, revelou ao diplomata, escritor, dramaturgo e biógrafo Paul Morand (1888 - 1976) a grande cicatriz que carregava: - "A morte dele foi um golpe terrível para mim. Ao perder Capel, perdi tudo. O que veio depois não foi uma vida de felicidade, devo dizer.".

Desolada, carregou essa cicatriz pelo resto de sua vida, mas graças ao seu trabalho seguiu em frente com muita força.


Coco  Chanel
e o Corte Chanel


No início do século 20, por volta do ano de 1910, havia um corte de cabelo feminino curto chamado "bob", mas há relatos que em 1918, ainda convivendo com Boy Capel, e quando se preparava para sair com ele, as pontas de seus cabelos foram queimadas pelo aquecedor do banheiro. Atrasados para um compromisso, ela mesma cortou seus cabelos bem curto, rente a nuca em um corte reto, totalmente simétrico.

Nos dias de hoje, o corte simétrico, reto e mostrando a nuca é popularmente conhecido como corte "chanel".


Coco  Chanel e os 
Estilos  e  Lançamentos
Despojados e Ousados


Muito abalada pela perda de Boy Capel, se dedicou mais a moda, quando criou e adotou estilos clássicos, porém despojados e ousados, como o suéter masculino usado sobre saias lisas e retas, as calças masculinas para mulheres, que foram inspiradas nas calças de boca largas usadas por marinheiros que acabaram tornando-se tendências na moda.


"A moda sai de moda,
o estilo jamais."
Coco Chanel -


Na década de 1920 trouxe para a moda a imagem da mulher livre e independente com suas várias criações. Ela insistia em criações em que as roupas tinham que ter funcionalidade acabando com os excessos de tecidos existentes nas roupas da época.

Criou o "pijama de praia", um conjunto de camisa e calça, que o uso também  se estendeu para os homens. Olhando com o olhar atual podemos dizer a criação  foi a primeira manifestação da moda unissex.

Também criou as chamadas "joias falsas", as joias da alta-costura, para combinar exclusivamente com suas confecções, onde explorou as pérolas e as bijuterias em geral, os cachecóis para as mulheres e as confecções com o tecido de jersey, tecido que era usado exclusivamente para forro e roupas íntimas.






Até o ano de 1920, a cor preta era uma cor conservadora e reservada para funerais e para as senhoras cumprirem seus lutos. Então, Coco Chanel incluiu a cor preta criando um vestido curto totalmente na cor preta com corte reto que foi eternizado como o "pretinho básico", chocando a conservadora sociedade francesa. Mas só em 1926, a revista Vogue publicou o modelo afirmando que iria se tornar o "uniforme" de uma mulher de bom gosto e na verdade se tornou sinônimo de luxo e elegância.


"Uma mulher precisa
apenas de duas coisas na
vida: um vestido preto e
um homem que a ame."
Coco Chanel -


Coco Chanel estava farta de carregar sua bolsa de mão, então, ela colocou alças finas em suas bolsas. Não há relatos, mas talvez fosse a primeira bolsa tiracolo da históriaDepois lançou em sua boutique as bolsas com alças
Sendo esse modelo de bolsa recriado em 1955 e nomeada de 2.55, ou seja, a data do relançamento, mês de fevereiro do ano de 1955.

Em 1924, criou a primeira linha de Maquiagens Chanel para lábios e rosto. No mesmo ano fundou a "Société des Parfums Chanel" com criações exclusivas de fragrâncias e produtos de beleza.

Em 1931, o produtor de cinema Samuel Goldwyn (1879 - 1974), pediu a Coco Chanel que vestisse suas atrizes no filme comédia "Tonight or Never" (Hoje a Noite ou Nunca). A resposta positiva resultou em Gloria Swanson (1899 - 1983) usando suas criações refinadas e legantes.

Muitas das suas criações de moda estiveram entre a fonteira do masculino e feminino, mas sempre valorizando o ajuste ao corpo da mulher, mas mantendo o "conforto" e a "liberdade" de vestir.

Nos anos posteriores, na moda, assim como na perfumaria, Coco Chanel aumentava seu portfólio de criações. E, na moda não podemos esquecer o revolucionário sapato bicolor, lançado em 1957.


Coco  Chanel
e a Logomarca


A própria Coco Chanel criou sua logomarca e uma das versões para a criação foram os vitrais com seus desenhos de curvas entrelaçadas da capela do orfanato da Abadia de Aubazine, onde ficou até os 18 anos de idade.

A outra versão é que a inspiração foi o amor e o agradecimento a Boy Capel, pelo incentivo e financiamento para que ela tivesse suas primeiras boutiques. 

Coco Chanel sobrepôs duas letras "C", dos nomes Coco e Capel, em sentidos contrários simbolizando caminhos diferentes, pois o grande amor de sua vida não poderia mais caminhar com ela.


Coco  Chanel, 
Ígor Sreavinsky,
Dmitri Pavlovich e
Ernest Beaux


Apesar do seu "luto não oficial" pela morte de Boy Capel, em 1920, Coco Chanel começa um relacionamento com Ígor Stravinsky (1882 - 1971), um importante compositor, pianista e maestro russo, casado, que apesar da fama era um homem pobre e endividado. 

Ao contrário dos seus amantes anteriores, era Coco Chanel que o sustentava. Chegou a levá-lo para morar em sua residência juntamente com sua esposa que sofria de problemas de saúde.

Foi um relacionamento que não durou muito tempo e, ainda em 1920, Coco Chanel começa outro relacionamento amoroso com o grão-duque Dmitri Pavlovich (1891- 1942), um jovem russo mais novo que ele 8 anos e primo de Nicolau Alexandrovich Romanov (1868 - 1918), o Czar Nicolau II

Dmitri Pavlovich fugiu da Rússia após a Revolução da Rússia (1917 - 1923), e apesar dos títulos de nobreza, ele não tinha dinheiro, mas possuía muitas jóias trazidas em sua fuga. 
Coco Chanel foi presentada por ele com algumas jóias e também aprendeu e adquiriu o refinamento da nobreza com os ensinamentos de Dmitri Pavlovich.

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Coco Chanel e Dmitri Pavlovich
Nesse mesmo ano, através de Dmitri Pavlovich, Coco Chanel conheceu Ernest Beaux (1881 - 1971), franco-russo, químico e perfumista do Czar Nicolau II. Então, Coco Chanel, ambiciosa e vislumbrando o futuro dos negócios, fez amizade com Ernest Beaux e pediu a criação de uma fragrância.


Coco  Chanel e o
Perfume Chanel Nº 5


Empenhado e encorajado por Coco Chanel a ir mais longe à criação para obter uma fragrância audaciosa, com aroma perfeito, duradoura e segunda ela deveria ser uma "fragrância de mulher que cheire a mulher", após 1 ano de criações e experiências, Ernest Beaux apresentou a Coco Chanel, 10 pequenos frascos de laboratório em amostras numeradas de 1 a 5 e de 20 a 24. 
As amostras com intervalo em suas numerações significavam que estavam divididas em duas categorias diferentes e dentre essas amostras, estaria o perfume mais desejado e vendido no mundo.


"Onde uma mulher deve
usar perfume?', 
perguntou-me uma moça. 
'Onde ela quiser ser beijada'
, eu respondi."
Coco Chanel -


Na época, as fragrâncias florais eram com uma única flor. Ernest Beaux criou amostras de fragrâncias com fórmulas baseadas em várias flores, dando ênfase ao jasmim, uma matéria-prima caríssima na época. Assim, cada amostra continha uma inovação, com matérias-primas naturais e matéria-prima aromática sintética; Ernest Beaux uso aldeídos.

Histórias envolvem a criação das amostras e uma delas está relacionada a amostra que continha o aldeídos, cujo assistente de Ernest Beaux sem querer acrescentou em uma das amostras uma super dose de aldeídos.

Também há duas versões sobre a escolha da amostra da fragrância. Uma das versões relata que Coco Chanel era supersticiosa e o seu número de sorte era o número 5, de forma que apenas a escolheu. A segunda versão, também bem semelhante a primeira, relata que Coco Chanel começou a sentir os aromas das fragrâncias e quando chegou na quinta amostra a escolheu. Era a amostra que continha os aldeídos.

Uma vez definido qual seria a fragrância, agora só restava apresentá-la às pessoas; e como Coco Chanel era uma mulher visionária resolveu distribuir amostras da amostra número 5 para os seus melhores clientes como brinde de final do ano de 1920. Além disso, resolveu fazer o seu novo perfume ser conhecido pela sociedade da uma maneira bem diferente.

Ela e Ernest Beaux foram a um restaurante exclusivo onde mulheres elegantes da sociedade costumavam ir e ela como já era famosa, por certo algumas dessas mulheres iriam passar por sua mesa para cumprimentá-la. 

Ela discretamente aplicava a fragrância no ar e ao sentirem o aroma, as mulheres se encantaram, afinal o buquê de aldeídos abria a fragrância de uma forma diferente das fragrâncias da época, mas ele era apenas uma parte da fragrância floral, picante e sensual. Havia outros componentes para aquele aroma inebriante. Assim, ficou definido que realmente era a amostra número 5 a ser a fragrância.






Em 1920, os frascos dos perfumes eram floridos e muito decorados, considerados espalhafatosos por Coco Chanel. Ela queria para a fragrância um frasco simples, claro e limpo, igualmente como a nota olfativa de aldeídos na fragrância. 

Então, Coco Chanel criou um frasco envolvendo a memória de Boy Capel, a sua lembrança mais sensual e íntima, assim como a fragrância.

A criação do frasco envolve duas versões, sem registros de serem autênticas; uma das versões para a criação do frasco foi inspirada nos frascos de toalete de Boy Capel e a outra versão foi no seu frasco de decant de uísque

Ao longo dos anos o frasco foi adquirindo novos formatos, inclusive a primeira alteração foi em 1924, onde os cantos do frasco levemente arredondados tornaram-se quadrados e facetados.

Inicialmente, os frascos foram confeccionados em dois tipos de material: vidro e cristal puro. 

Os frascos de vidro eram confeccionados com vidro de excelente qualidade. Os frascos de cristal eram confeccionados pela empresa de cristais, a La Brosse Cristal, os quais esses frascos seriam presenteados exclusivamente aos clientes mais especiais. Mas, o mais importante era que de vidro ou de cristal, os frascos deveriam ser de pura transparência como fossem frascos invisíveis.

Então, Ernest Beaux perguntou qual seria o nome do perfume e ela respondeu: "- Apresento a minha coleção de vestidos no dia 5 de maio, quinto mês do ano; deixaremos assim o número com o qual está rotulado e este número 5 lhe trará boa sorte.".

No dia 5 de maio de 1921, Coco Chanel lançou oficialmente em suas boutiques o perfume Chanel Nº 5.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) a lojas e boutiques foram fechadas, inclusive algumas de Coco Chanel, porém a do nº 31 da Rua Cambon, Paris, continuou aberto. 

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Após a libertação da França, os soldados sobreviventes faziam fila em sua boutique para adquirir o perfume Chanel N° 5 para suas mulheres, noivas e namoradas e logo se tornou o perfume mais vendido da época.


O Perfume Chanel Nº 5
e Marilyn Monroe


Entre as publicidades sobre o perfume Chanel Nº 5, acredito que nenhuma outra fez tanto efeito quanto a publicidade não paga da estrela em ascensão Marilyn Monroe (1926-1962) quando revelou que, quando queria se sentir memoravelmente sexy, recorria ao perfume Chanel Nº 5.

Outra ocasião, em uma entrevista, um repórter perguntou o que ela usava na cama e ela respondeu "- Nada além de algumas gotas de Chanel Nº 5.". Mais tarde, em uma outra entrevista ela comentou:

MarilynAs pessoas são engraçadas. Fazem perguntas e, quando você é sincera, ficam chocadas. Fazem-me todo tipo de pergunta!
Repórter: - Por exemplo?
Marilyn: - Me perguntam: O que você usa para dormir? Top de pijama? Calça de pijama? Camisola? Eu respondi: Nada além de algumas gotas de Chanel Nº 5. É verdade! Não quero dizer nua, mas é verdade!

(Trecho da entrevista de Marilyn Monroe - Em 2013, a empresa CHANEL comprou a gravação da entrevista de Marilyn Monroe, guardando os direitos sobre a entrevista.)

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Em 1952, Marilyn Monroe, foi fotografada com o perfume Chanel N° 5 em seu criado mudo em seu quarto.

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Marilyn Monroe sempre foi a sensação, mas em 1955, ela e o perfume Chanel Nº 5 romperam os limites, quando ela posou para uma filmagem no Ambassador Hotel, na cidade de Nova Iorque, com um frasco do perfume Chanel Nº 5 que ela aplicava generosamente no seu amplo decote. Foi uma sensação. Uma das melhores publicidades para o perfume.


Coco  Chanel
e  sua  Partida


Com uma linda e turbulenta história de vida, que durou 87 anos, com pobreza e abandono na infância, ascensões, quedas, superações, muito talento, bom gosto, criações memoráveis à moda e responsável pela mudança e costumes das mulheres da década de 20, Coco Chanel era uma mulher exigente, e graças a sua exigência, junto ao perfumista Ernest Beaux, fez com que ele criasse um dos perfumes mais vendidos do mundo. Uma das mais importantes estilista que o mundo já teve.


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"Para ser insubstituível,
deve-se sempre
ser diferente."
Coco Chanel -



No dia 10 de janeiro de 1971, um domingo, ela saiu para um longo e nostálgico passeio de carro, como se despedindo de Paris. Na volta, sentindo-se cansada, foi para a cama mais cedo.

Naquela noite, no silencioso quarto decorado com simplicidade, no Hotel Ritz, Paris, onde ela estabeleceu como seu lar por muitos anos; Coco Chanel morreu tranquilamente...

No dia seguinte, no mundo inteiro, as manchetes nos jornais diziam: "Chanel, a couturière, morta em Paris.".

Não há descrédito algum em ser uma "couturière" (costureira), mas Coco Chanel foi muito mais do que isso...






Referências Bibliográficas:

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04. LANKARANI, Nazanin - ARTNews - Inspired by Imperial Russia, Chanel’s New Jewelry Collection Recalls the Young Coco Chanel’s Affair With a Romanov Duke. 02 de julho de 2017. Disponível em: <https://news.artnet.com/art-world/le-paris-russe-de-chanel-high-jewelry-collection-1590232> Acesso em 31 de agosto de 2020.

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06. MAZZEO, Tilar J. - O segredo do Chanel Nº 5: A história íntima do perfume mais famoso do mundo. Rocco Digital. Edição do Kindle.

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18. Wikipédia - Marilyn Monroe. [sd]. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Marilyn_Monroe>. Acesso em: 30 de agosto de 2020.

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